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Remoto, sim. Distante, jamais!

A área de tecnologia exige entregas constantes, rápidas, eficientes, inovadoras e, claro, relevantes e amigáveis para o usuário. Atingir e, acima de tudo, manter esse nível de resultados é um desafio constante para os líderes já em tempos normais, imagine então no cenário que todos estamos enfrentando. A pergunta inevitável parece ser: afinal, como podemos viabilizar a distância e, ao mesmo tempo, manter a conexão dos times?

Claro que há várias formas de abordar a pergunta, e qualquer solução ou resposta precisa levar em conta o perfil específico da empresa, dos times e do gestor. Porém, mais do que nunca, nós, líderes, precisamos manter ativos os principais conceitos que norteiam nossa atuação: comunicação, disponibilidade, visibilidade e desenvolvimento e evolução pessoal.

Até o começo deste ano, as interações digitais no trabalho eram uma opção, uma alternativa utilizada com maior ou menor grau de acordo com cada área e cada empresa. Mesmo ambientes em que o trabalho remoto era realidade já consolidada podiam contar com eventuais encontros presenciais, cafés, eventos de integração etc. No caso dos ambientes híbridos ou 100% presenciais, os meios digitais de interação se somavam ao papo no corredor, à pausa para o café e a outros mecanismos que ajudam quando um e-mail ou mensagem no celular não dá conta. Somos seres sociais, no fim das contas.

Agora, o momento “gentilmente” nos coloca no trabalho totalmente remoto, em muitos casos pela primeira vez, sem tempo de adaptação. Precisamos encontrar maneiras de manter essas interações “físicas”, de modo a não perder os vínculos com e entre os colegas. O líder precisa ter o cuidado de não se voltar exclusivamente para as entregas, esquecendo de reservar tempo e atenção para perceber o momento de carreira, os interesses e as realizações almejadas pelas pessoas que lidera. Para isso, é necessário adaptar rapidamente não apenas o flow de trabalho, mas também os mecanismos de disponibilidade, isto é, as formas com que o líder se mostra acessível a todos para todos os assuntos.

Manter a transparência na comunicação deve continuar sendo o foco dos gestores. A percepção de que todos estão sendo tratados como parceiros cria confiança e reforça vínculos. A comunicação precisa ser total, abrangendo desde reuniões de assuntos do dia a dia (incluindo as rápidas meetings do mundo ágil, com seus temas inesperados, que sempre surgem) a reuniões executivas da empresa. É importantíssimo que façamos com que a mudança seja apenas na localização onde o colaborador está, e nada mais. Ou seja, todas as necessidades que ele tinha antes, do ponto de vista profissional e até mesmo pessoal, vão continuar existindo e precisam ser contempladas. Promova reuniões diversificadas, feedbacks frequentes, se interesse não apenas pelo que as pessoas comentam, mas também pelo silêncio delas – que muitas vezes fala até mais.

Em resumo, a valorização das pessoas vence sempre qualquer onda tecnológica e deve estar acima de qualquer prioridade de entrega. É assim que a gente pensa aqui no Agibank. E é com esse olhar que buscamos o melhor para colaboradores e clientes.

 

Maurício Guazelli

Team Leader Application Develop

mauricio.guazelli@agibank.com.br