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Open banking: o poder na mão do cliente

Recentemente, uma série de iniciativas estão sendo tomadas para flexibilizar, atualizar e aumentar a concorrência do hiperconcentrado mercado financeiro brasileiro. Quem acompanha o mundo das finanças, deve lido e ouvido nos últimos meses conceitos como LGPD, Open Banking e PIX. Mas afinal, como tudo isso se relaciona e o que essas mudanças significam pra você, cliente?

Se por um lado a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) é a forma com que o governo está atuando para fazer com que os dados cadastrais passem a ser de propriedade de cada cidadão e não mais das empresas que os detêm, a iniciativa do Open Banking vem no compasso desse novo “poder” cliente, instituindo uma nova forma de transacionar dados, ofertar e vender produtos e serviços financeiros, possibilitando uma menor concentração bancária.

Uma vez que os dados passam a ser propriedade do cliente e não mais das empresas, é necessário fazer com que haja uma forma sistematizada para o fornecimento e o recebimento destes dados. Portanto o Banco Central do Brasil, com a iniciativa do Open banking, buscará, enquanto regulador, operacionalizar e regrar esta troca de informações no âmbito de produtos, dados cadastrais e das operações entre as instituições financeiras e demais players do sistema financeiro nacional.

O principal objetivo do regulador é gerar mais concorrência entre bancos e baixar as taxas de juros cobradas, possibilitando maior poder de escolha aos clientes. Com acesso autorizado pelos usuários, os bancos, financeiras, cooperativas de crédito e fintechs, por exemplo, passarão a ter acesso a informações mais atualizadas e consistentes, podendo, assim, realizar ofertas mais direcionadas, com menor risco e com um menor custo.

Um exemplo de uso de Open banking são os aplicativos, já existentes no mercado, que congregam a movimentação financeira dos seus usuários em diversos bancos. Alguns desses apps já ofertam produtos financeiros, porém, com o Open banking, essa prática terá força para ir muito além: poderão ofertar os produtos, os preços e taxas para o cliente realizar a escolha por dentro da própria plataforma, que se tornará uma espécie de vitrine de produtos de diversos vendedores. Desta forma, caberá ao cliente avaliar a oferta e a instituição que melhor atendam aos seus interesses.

Outro exemplo de uso do Open banking é a possibilidade de uma instituição financeira complementar sua oferta de produtos e serviços aos seus clientes por meio de parceiros superespecialistas. Imagine, por exemplo, um banco que quer ofertar um produto que ele não possui e uma empresa que disponibiliza o produto, mas não tem a mesma gama de clientes do banco. Esse é um modelo de negócio interessante para as duas partes: para o banco, que complementa sua prateleira para melhor atender seus clientes, e para a empresa, que teria um custo bem maior se tivesse que atrair clientes por conta própria.

Por trás de todas essas funcionalidades está um conjunto de tecnologias que farão a engrenagem funcionar 24 horas por dia, 7 dias por semana. Esta integração de plataformas e infraestruturas tecnológicas será possível justamente pela adoção de padrões de integração, fazendo com que os sistemas se comuniquem de forma padronizada, aumentando o poder das instituições de trafegar informações entre si, instantaneamente. O Banco Central prevê que as próprias instituições acordem o formato de tráfego das mensagens, os certificados de segurança que garantirão proteção aos dados e os procedimentos operacionais que garantirão a disponibilidade dos serviços.

 

Carolina Parcianello

Team Leader de Produtos

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