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Dia dos Pais: veja dicas de filme, livro e música para curtir com crianças

Há cinco anos o Dia dos Pais tem um significado diferente para mim e vocês vão entender o porquê. Antes vou me apresentar: sou o Lico, atualmente diretor de conteúdo e criação da a.house – a agência de marketing e conteúdo do Agi.

Trabalho com audiovisual, branded content e digital há 20 anos e amo muito o que faço. Mas, há cinco anos, o trabalho ganhou uma dimensão diferente para mim. Agora eu explico: há cinco anos a Catarina nasceu.

Minha filha é uma sagitariana típica: independente, alegre e muito inteligente. Ela veio para me ensinar a ser um homem melhor.

Desde então, tento compartilhar as alegrias, dores e tarefas como o banho, a troca de fralda, preparar comida, levá-la para a escola, as brincadeiras... A mãe dela e eu nos separamos quando ela tinha nove meses, mas sempre fiz questão de participar ao máximo do cotidiano dela. Reconheço, no entanto, que sempre o peso é maior para as mães.

Ser pai na pandemia

Durante a pandemia tenho me desdobrado para fazer reunião, comida, acompanhar as tarefas da escola, brincar, entreter.... Quem trabalha comigo conhece a Catarina porque ela participa das reuniões online, e várias vezes tenho que interromper para limpar um bumbum, dar banho ou receber um desenho que ela faz para me alegrar.

Não é nada fácil, mas é muito gratificante. E não tem nada de extraordinário nisso. Não me sinto um pai melhor ou especial. Me sinto apenas pai.

Não faço nada que não seja minha responsabilidade ou meu dever (e muitas vezes me culpo porque acho que deveria fazer mais). Fico feliz em fazer parte da vida dela, de ver seu desenvolvimento, colaborar com sua formação.

A cada dia tenho que refletir sobre o que eu sou (ou o que deveria ser), e posso garantir que aprendo mais do que ensino. Quando estou com ela preciso pensar em cada palavra que eu falo, e isso me faz ser melhor. A Catarina me ajuda a me reinventar.

Esse post é para dar dicas para os pais que, assim como eu, estão abertos para aprender. Mas, como me empolguei na primeira parte, serei breve na segunda. Veja três conteúdos sobre afeto e paternidade que você pode assistir, ler e ouvir com crianças:

Um filme: Luca

É um filme lindo que fala sobre família, amizade e aceitação. Também está me ajudando a fazer minha filha enfrentar seus medos. Agora, em vez de falar: supere seus medos - algo pouco tangível para uma criança de cinco anos, eu falo: “Silêncio Bruno!”, e ela entende perfeitamente como lidar com esse sentimento. O filme é da Pixar, e está disponível no Disney Plus.

Um livro: Livro das Perguntas, de Pablo Neruda

 

Não é um livro infantil, mas é muito lúdico, assim como a mente do poeta Pablo Neruda. Nesse livro, a natureza, o cotidiano, os animais e a nossa existência são questionadas de maneira muito divertida. Recomendo muito a edição da editora Cosac Naify pelo cuidado gráfico e pelas ilustrações divertidas.

Música - Grupo Tiquequê

Com influências dos Barbatuques e da dupla Palavra Cantada, faz um som divertido, leve, cheio de onomatopeias e barulhos da natureza, reproduzidos muitas vezes com instrumentos simples ou partes do corpo. Além de boa música, incentiva o desenvolvimento motor das crianças, e algumas canções foram desenvolvidas em parceria com neuropediatras.

Ser pai é conviver com as nossas sombras, aprender com elas e nos aprimorarmos para ser o melhor exemplo que pudermos ser. É ressignificar a nossa própria existência para fazer a existência das nossas crianças fazer sentido. Minha filha é o meu legado. Feliz Dia dos Pais e divirtam-se com as crianças!