02/08/2018

Salto de 111% no lucro do Agibank reforça plano de estar entre os 10 maiores até 2022

Banco gaúcho que adiou oferta inicial de ações cresce em velocidade superior à já elevada no setor financeiro com planejamento, expansão e oferta de conta e serviços digitais  

Os resultados do segundo trimestre do Agibank, banco gaúcho com plano de investir R$ 750 milhões até 2022, reforçam a meta de seu presidente, Marciano Testa, de estar entre as 10 maiores instituições financeiras do Brasil, pelo critério de lucro líquido, em três anos e meio. No final de março deste ano, estava em 26º, um avanço de 21 posições em 12 meses.

 Mesmo no setor, que costuma ser generoso em avanço de ganhos, o salto do Agibank impressiona: 111,4% no trimestre, para R$ 48,5 milhões, e 179,6% no semestre, para R$ 106,8 milhões. O banco conquistou 175 mil novos clientes entre abril e junho, dos quais 126 mil abriram contas, atingindo um total de 745 mil clientes físicos e digitais. A única pergunta que cabe: como é possível um resultado como esse em um cenário como o atual?

– É fruto de trabalho e de planejamento de muitos anos que estamos colocando em prática. Tivemos um ganho importantes de eficiência e de escala do negócio. Tivemos um crescimento de receita muito superior ao das despesas e um perceptível ganho de eficiência operacional. Também investimos forte, abrimos 87 pontos de atendimento no primeiro semestre, atingindo 522 no total. Isso traz maior escala para o negócio. Outro fator é a plataforma digital, que gerou processo acelerado de captura de clientes. Temos 745 mil clientes na base, recebemos ao mês mais de cem mil e aprovamos 75 mil, é um crescimento na base de de 10% ao mês.

O Agibank foi uma das instituições financeiras que, assim como o Banrisul, tinha uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) prevista para meados do ano. O mau desempenho da bolsa provocou o adiamento do processo, que geraria recursos para acelerar o crescimento do banco gaúcho.

– Tivemos a infelicidade de enfrentar essa volatilidade durante o processo. Até maio, havia sinalização de procura quatro vezes superior à oferta. Como a greve do transporte acentuou a volatilidade, e bancos como o Itaú perderam um terço do valor, não era possível manter o IPO, seria uma grande destruição de valor. Postergamos para ter ideia melhor do cenário político-econômico, acreditamos que a janela abra assim que ficar mais claro. Vai depender da reação do mercado à disputa eleitoral. Mantemos nossos investimentos mesmo sem o IPO, que aceleraria os prazos e apoiaria nossa estratégia global. Estamos abrindo filial nos EUA, aguardamos apenas a licença da Flórida. Tão logo inicie, vamos escalar a operação lá e identificar outros países em que faça sentido replicar essa operação.

Saiba Mais: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/marta-sfredo/noticia/2018/08/salto-de-111-no-lucro-do-agibank-reforca-plano-de-estar-entre-os-10-maiores-ate-2022-cjkbcefov032801p6efiea8tk.html